NÃO REPASSE correntes de e-mail

Todo mundo já recebeu alguma corrente de e-mail que clama por ajuda das mais diferentes formas, e se utilizando dos mais diversos recursos apelativos, como títulos do tipo "Pelo amor de Deus", "Se você não repassar, sinceramente você não tem coração", "Se fosse sua filha, você enviaria?", "NÃO EXCLUA! Apenas repasse", "Por favor repassem é urgente", além de imagens chocantes e sensacionalistas.

Eis algumas correntes que você provavelmente já deve ter recebido (as imagens não estão anexadas):

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Sinceramente, espero que o nosso grãozinho de areia por reenviar isto tão triste, sirva para poder ajudar a esta criatura. Só alguém sem coração pode eliminar este mail, não custa nada colaborar.

Obrigado pelo teu tempo e pelo teu coração.

Chamo-me Cleto e tenho 5 anos...ajuda-me! por favor.

Só reenvia-o, por caridade. (e da graças a Deus se tens filhos sãos).
Cleto e um menino de Bogotá Colômbia, tem cinco anos de idade e desde os dois anos sofre de uma rara enfermidade chamada elefantíases cumerdi, o mesmo que nos seus braços, devido a grande desnutrição, sofreu uma malformação dos ossos. Te pedimos de todo o coração a tua ajuda. Como?
Reenviando este e-mail a quantos contactos tenhas no teu livro de
direcções. Por cada e-mail que se reenvie, Cleto receberá uma quantidade de
dinheiro o qual se destinará a ajuda-lo na sua recuperação e terapias.
Cleto mais que ninguém e os seus papás te agradecerão infinitamente.
Seguro.....Deus te bendirá.
~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ 
REPASSANDO.....

Fiquem atentos nos próximos dias!

Não abram nenhuma mensagem e/ou arquivo que fale mal do Lula com o nome

"BRASILEIRO IDIOTA",
Independente de quem a enviou.·
é um vírus que 'abre' uma tocha olímpica que 'queima' todo o Disco
rígido do computador.
Este vírus virá de uma pessoa conhecida
que tem seu nome em sua Lista
de endereços, por isso você deve enviar esta mensagem a
todos Os seus contatos.·
É preferível receber 25 vezes esta
mensagem, do que receber o vírus e abrí-lo..·
Se receber a
mensagem chamada 'BRASILEIRO IDIOTA não a abra e apague do seu
computador imediatamente!·
É o pior vírus Anunciado pela CNN e
classificado pela Microsoft Como o mais destrutivo que já
existiu .
Ele foi
descoberto ontem à tarde pela McKafee e não existe Anti-vírus
para ele.·
O vírus destrói o Setor Zero do Disco Rígido,
onde as informaões Vitais de seu funcionamento são guardadas.·
ENVIE ESTA MENSAGEM A TODOS QUE VOCÊ
CONHECE
~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~
IMPORTANTE

Se você apagar isto sinceramente você não tem coração...

Oi, eu tenho 29 anos. Minha esposa e eu tivemos
uma vida bonita juntos. Deus também nos abençoou
com uma menina. Nossa filha é chamada Raquel e
ela tem 10 meses de idade.

A alguns dias os doutores encontraram nela um
câncer cerebral . Há só uma caminho para salva-lá... operação. Infelizmente, nós não temos
bastante dinheiro para cobrir isto. AOL e ZDNET
nos ajudarão. Pedimos a você que repasse esse email a todas as pessoas que puder e AOL limpará este
e-mail e contará as pessoas recebidas.

Cada pessoa que abrir este correio e passar adiante três pessoas pelo menos, nós receberemos 32 centavos.

Por favor nos ajude.
Sinceramente
George Arlington
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Saiba que essas correntes são FALSAS. Basta apenas dar uma pequena pesquisada no Google e você verá. Até existe um site dedicado à exposição destas farsas, o http://www.e-farsas.com/.

"Então por que alguém perderia tempo fazendo e repassando essas correntes?". Simples: spammers. Pessoas/robôs que pegam a enorme lista de e-mails repassados para te mandar propagandas de Viagra, de cartões de crédito, de remédios, etc etc, ou até mesmo para vender na internet. Como algumas pessoas, que se sentem comovidas pela "causa" repassam esse e-mail massivamente, a lista de repasse torna-se um prato cheio para aqueles tipos de entidades.

Veja as consequências do repasse de correntes como estas:
[...] Maria Eduarda, a menina que teria desaparecido em Praia Grande no dia 12 de outubro deste ano [2010]. “ESTAMOS DESESPERADOS!!! AJUDEM-NOS”, imploram seus supostos parentes. Os que aparecem na relação de signitários da mensagem estão mesmo desesperados, mas por outro motivo. “Pelo amor de Deus, me tira desse e-mail. Não aguento mais atender o telefone”, diz a suposta Priscila, apontada no e-mail como a suposta tia paterna de Maria Eduarda.  Os demais cinco signitários já nem atendem mais o telefone. Provavelmente terão que mudar o número, o que deve acarretar danos. Na delegacia da mulher de Praia Grande, que concentra todos os casos de desaparecimento de crianças, não existe nenhum registro em nome de Maria Eduarda. “Não temos nenhum caso de desaparecimento com esse nome”, informa Tânia, chefe dos escrivães. É provavelmente mais um caso de fraude na internet. Pelo danos que causam aos portadores dos telefones relacionados, trata-se de um crime, sim. Seria interessante que a polícia começasse a investigar a origem dessas correntes. É tecnicamente possível. Iria inibir os mentirosos. O fato ainda mais grave é que muitos sites, sem nenhuma checagem, reproduzem essas correntes.
Fonte: Blog do Morumbi

Então, POR FAVOR, NÃO REPASSE CORRENTES DE E-MAIL APELATIVAS! VOCÊ NÃO ESTÁ AJUDANDO NINGUÉM AO FAZER ISSO!

Para os filhos dos filhos dos nossos filhos: Uma visão da sociedade Internet

A INTERNET não existe.

A primeira coisa a aceitar é que a INTERNET não existe. A percepção sensorial não nos permite reconhecer isto que chamamos de INTERNET...
...desde o ponto de vista molecular.

A rede é um veículo de transimssão de dados, imagens, sons... É alguma coisa que nos obriga a modificar nosso conceito da palavra.

[...]

Muito bem, mas finalmente,

O que é a INTERNET?

De um ponto de vista intelectual, ou talvez ideológico, ou sintetizando em um termo mais amplo, humanista, este enorme conceito/fenômeno que conhecemos com o nome de INTERNET, pode ser considerado como a máxia expressão da DEMOCRACIA.

[...]

Por que a máxima expressão da DEMOCRACIA?

A INTERNET constitui uma comunidade livre, igualitária e fraternal.

Historicamente, a informação era considerada, e de fato era, uma arma, uma maneira de adquirir poder sobre os outros [...]

A INTERNET se revela como o instrumento capaz de terminar de uma vez por todas com esse Poder [Poder mediante o controle da Informação porque A informação é Poder], porque:

A INTERNET é como a própria liberdade. Uma vez que a gente prova, quer mais.

Mas ne tudo são rosas. A INTERNET é anárquica e caótica. Tem todos os "maus elementos" da nossa sociedade. Existe tráfico de armas, terrorismo, pedofilia. E têm que existir! Porque uma autêntica democracia admite todas as opiniões e crenças. Não podemos ter uma democracia só para os bons. É o preço que temos que pagar. Precisamente por isso, a INTERNET é universal - é para todos.

Apresento-lhes alguns trechos do incrível livro Para os filhos dos filhos dos nossos filhos: Uma visão da sociedade Internet, escrito por David Turner e Jesus Muñoz. Apesar de ter sido escrito em 1999, não apresenta-se como obsoleto, e sim como uma referência do ponto de vista social sobre este meio de comunicação (na opinião deles, O Meio de Comunicação) imprescindível nos dias atuais. Super recomendado.

Dados bibliográficos:


TURNER, David & MUÑOZ, Jesus. Para os filhos dos filhos dos nossos filhos: uma visão da sociedade Internet. Plexus Editora, São Paulo: 1999. ISBN 85-85689-46-3

Games: Violência, abuso, barbaridade mas tudo dentro de um limite, claro

Existem várias inverdades relacionadas a videogames. Todo aquele papo de videogame estimular violência, etc por exemplo é ridículo, coisa de gente patética como o Jack Thompson, que só não culpou consoles pelo Holocausto porque Hitler escondeu o Atari dele antes de fugir pra Argentina se matar.

Um videogame não vai te transformar em um psicopata, na verdade nem vai ajudar a extravasar sua raiva. Todo mundo que já jogou irritado sabe que Rage Mode só funciona –sorry- em videogames. Você perde concentração, coordenação, acaba tomando um teco nas idéias antes de terminar de pensar “que belo lugar para uma emboscada”.

Por outro lado os jogos estão longe de ser aquele ambiente totalmente livre, onde tudo vale e não há consequências. Há toda uma série de regras não-escritas com as quais todo mundo concorda.

Outras mídias seguem a mesma linha. Lembra dessa cena?


Independence Day, aquela divertida farofa onde um Mac salva o mundo. Após as principais cidades do mundo terem sido obliteradas pelos invasores, incontáveis milhões de mortos, uma das mocinhas – a stripper com coração de Ouro - se abriga em um túnel com o filho. Explosões em sequência, todos fugindo, uma porta de acesso. Ela entra e lembra do cachorro no carro. Chama. O fiel quadrúpede vai correndo, explosões quase alcançando.

No último segundo ele pula, a explosão obedientemente segue em frente e o bicho se salva. O cinema inteiro aplaude, a platéia delira. Entretenimento de primeira, mesmo todo mundo sabendo que o cachorro NÃO morreria. 

Como? Hollywood não mata animais de forma gratuita. Nem crianças. Tem que ser algo muito necessário ao roteiro. O garoto chegando nas ruinas da casa e encontrando o cachorro morto, ainda de guarda? Sim. Um cachorro anônimo sendo morto em uma explosão? Não. Adultos sim. 

É psicologia pura, deixa de ser entretenimento quando vemos indefesos sendo machucados. Se há um causador específico ainda é possível, mas um vilão deve ser desprezado, não odiado. Se Darth Vader empalasse gatinhos não venderia um boneco sequer.

E nos games?


A imagem acima é do excelente Just Cause 2, um FPS (First Person Shooter, Jogo de Tiro em Primeira Pessoa) estilo Open World onde você é uma espécie de James Bond Latino em uma nação fictícia na Oceania, em meio a uma série de intrigas, espionagem, etc. Como bom Bond você é exímio atirador e consegue pilotar qualquer veículo existente. 

Após concluir a missão principal pode continuar trabalhando como mercenário, tocando zaralho no país.
Só que apesar de ser uma modalidade onde você ganha pontos por CAOS, nem tudo é permitido. Não é possível explodir edificações civis como casas e pontes, nem acertar aviões em prédios. Quer dizer, até pode, mas não acontece nada.

Aviões em bases militares tá valendo. 

A população civil não é imune. Na imagem de abertura estou experimentando uma forma de barbarizar: Você prende um civil inocente a seu helicóptero (ou qualquer veículo) com seu gancho mágico e sai arrastando o infeliz. É muito divertido ver o pobre coitado gritando até você se cansar e soltar lá de cima. 

Atropelar motoboys (eu sempre assumo que são motoboys) em alta-velocidade também é ótimo, viram uma massa espirrante de sangue. 

Radical, né? 

Só que no jogo não há animais ou crianças. É o limite imposto pelos desenvolvedores e aceito pelos jogadores. [...]

Eu sei que vai soar polêmico, mas da mesma forma que empalar gatinhos, transformar motoboys em poças de sangue e tripas trituradas não é socialmente aceito. Como então os jogos têm dois pesos e duas medidas?
Acredito que seja algo instintivo. Intuímos que não é correto matar outro humano, mas também aprendemos que sob determinadas condições isso é moralmente justificado. [...]

Já crianças, é instinto fundamental. Espécies que não preservam sua prole tendem à extinção. Salvar uma criança é visto como um gesto de grande nobreza em todo o mundo civilizado. Costumo falar que a cena do garotinho que nunca tinha provado chocolate, em Band of Brothers me deixou com mais raiva dos nazistas do que o episódio do campo de concentração, que era algo já esperado.

A recepção calorosa com que são recebidos pedófilos e assassinos de crianças nas prisões vai muito além do clichê “honra entre ladrões”, os criminosos “normais” trabalham dentro de limites morais (embora variados), condenando os que os extrapolam.

shrek_catPermitir que um jogo barbarize com crianças “a sério” é algo que iria alienar toda uma base de jogadores psicologicamente equilibrados, embora fosse agradar a uma minoria psicopata.
Animais indefesos seguem pelo mesmo caminho. Olhos grandes, desproporcionais, membros curtos, todas as dicas de “filhote”.

Para nosso cérebro irracional não há diferença se é filhote humano ou não.

Toda brincadeira tem regras, tudo a sério tem regras. Nem sempre elas são as mesmas, mas não deixam de existir. Todo mundo tem um código de comportamento pertinente ao grupo social que participa, mesmo os grupos que mais se vendem como anárquicos, pois por mais que você fuja das convenções sociais, no máximo ingressará em um grupo que foge das convenções sociais dos outros, criando para si novas convenções.

Portanto não deixa de ser irônico o mesmo grupo que é (corretamente) contra a censura artificial dos jogos exercer a auto-censura natural sem pensar duas vezes.


A verdade ganhará sempre - Julian Assange

Em 1958 um jovem Rupert Murdoch, então proprietário e editor do The News de Adelaide (Austrália), escreveu: "Na corrida entre o segredo e a verdade, parece inevitável que a verdade sempre vença."

Sua observação talvez tenha sido um reflexo da revelação de seu pai, Keith Murdoch, sobre o sacrifício desnecessário de tropas australianas nas costas de Gallipoli, por parte de comandantes britânicos incompetentes. Os britânicos tentaram calá-lo, mas Keith Murdoch não seria silenciado e seus esforços levaram ao término da desastrosa campanha de Gallipoli.

Quase um século depois, o Wikileaks também publica sem medo fatos que precisam ser tornados públicos.
Eu cresci numa cidade do interior do estado de Queensland, onde as pessoas falavam de maneira curta e grossa aquilo que pensavam. Eles desconfiavam do governo (big government) como algo que poderia ser corrompido caso não fosse vigiado cuidadosamente. Os dias sombrios de corrupção no governo de Queensland, que antecederam a investigação Fitzgerald, são testemunhos do que acontece quando políticos impedem a mídia de reportar a verdade.

Essas coisas ficaram comigo. O Wikileaks foi criado em torno desses valores centrais. A ideia concebida na Austrália era usar as tecnologias da internet de maneira a reportar a verdade. O Wikileaks cunhou um novo tipo de jornalismo: o jornalismo científico. Nós trabalhamos com outros suportes de mídia para trazer as notícias para as pessoas, mas também para provar que essas notícias são verdadeiras. O jornalismo científico permite que você leia as notícias, e então clique num link para ver o documento original no qual a notícia foi baseada. Desta maneira você mesmo pode julgar: esta notícia é verdadeira?, os jornalistas a reportaram de maneira precisa?

Palavra crítica
Sociedades democráticas precisam de uma mídia forte e o Wikileaks faz parte dessa mídia. A mídia ajuda a manter um governo honesto. Wikileaks revelou algumas duras verdades sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão, e notícias defeituosas (broken stories) sobre corrupção corporativa.

As pessoas afirmaram que sou antiguerra: que fique registrado, eu não sou. Algumas vezes, nações precisam ir à guerra, e simplesmente há guerras. Mas não há nada mais errado do que um governo mentir à sua população sobre estas guerras, e então pedir a estes mesmos cidadãos que coloquem suas vidas e o dinheiro de seus impostos a serviço dessas mentiras. Se uma guerra é justificável, então diga a verdade e a população dirá se deve apoiá-la ou não.

Se você leu qualquer um dos relatórios de guerra sobre o Afeganistão e o Iraque, qualquer um dos telegramas das embaixadas estadunidense ou qualquer uma das notícias sobre as coisas que o Wikileaks tem reportado, considere quão importante é que toda a mídia possa reportar tais fatos livremente.

O Wikileaks não é o único que publicou os telegramas das embaixadas dos Estados Unidos. Outros suportes de mídia, incluindo o britânico The Guardian, o The New York Times, o El País e o Der Spiegel na Alemanha publicaram os mesmos telegramas. Porém é o Wikileaks, como coordenador destes outros grupos, que tem sido alvo dos mais virulentos ataques e acusações por parte do governo estadunidense e seus acólitos. Eu tenho sido acusado de traição, mesmo sendo cidadão australiano e não estadunidense. Tem havido inúmeros sérios clamores nos EUA para que eu seja capturado por forças especiais estadunidenses. Sarah Palin diz que eu deveria ser "caçado como Osama Bin Laden". Uma lei republicana tramita no Senado norte-americano buscando declarar-me uma "ameaça transnacional" e tratar-me correspondentemente. Um assessor do gabinete do primeiro-ministro canadense clamou em rede nacional de televisão que eu fosse assassinado. Um blogueiro americano clamou para que o meu filho de 20 anos de idade aqui na Austrália fosse sequestrado e ferido por nenhum outro motivo além de um meio de chegar até mim.

E os australianos devem observar sem orgulho a desgraçada anuência a estes sentimentos por parte da primeira-ministra australiana Guillard e a secretária do Estado dos EUA Hillary Clinton, as quais não emitiram sequer uma palavra de crítica às demais organizações midiáticas. Isto por que o The Guardian, The New York Times e Der Spiegel são velhos e grandes, enquanto o Wikileaks é ainda jovem e pequeno.

Decisão histórica
Nós somos os vira-latas. O governo Guillard está tentando atirar no mensageiro porque não quer que a verdade seja revelada, incluindo informações sobre as suas próprias negociações diplomáticas e políticas.
Houve alguma resposta por parte do governo australiano às inúmeras ameaças públicas de violência contra mim e outros colaboradores do Wikileaks? Não me parece absurdo supor que a primeira-ministra australiana deveria estar defendendo os seus cidadãos de ações dessa natureza, porém, de sua parte, tem havido apenas alegações infundadas de ilegalidade. A primeira-ministra e especialmente o procurador-geral deveriam levar a cabo suas obrigações com dignidade e acima das disputas. Que fique claro que esses dois pretendem salvar a própria pele. Eles não conseguirão.

Toda vez que o Wikileaks publica a verdade sobre abusos cometidos pelas agências dos EUA, políticos australianos entoam o coro provavelmente falso com o Departamento de Estado: "Você colocará vidas em risco! Segurança nacional! Você colocará em perigo as nossas tropas!" E então eles dizem que não há nada de importante no que o Wikileaks publica.

Mas as nossas publicações estão longe de serem desimportantes. Os telegramas diplomáticos dos EUA revelam alguns fatos inquietantes:

** Os EUA pediram à sua diplomacia para que roubassem material humano (personal human material) e informações de oficiais da ONU e grupos de direitos humanos, incluindo DNA, impressões digital, scans de íris, números de cartão de crédito, senhas da internet e fotos de identificação, em violação a tratados internacionais. É provável que diplomatas australianos da ONU também sejam alvos.

** O rei Abdullah da Arábia Saudita pediu aos oficiais dos EUA na Jordânia e Bahrein que interrompam o programa nuclear iraniano a qualquer custo.

** A investigação britânica sobre o Iraque foi adulterada para proteger "interesses dos EUA"

** A Suécia é um membro secreto da OTAN e a inteligência dos EUA não divulga suas informações ao parlamento.

** Os EUA está forçando a barra para tentar fazer com que outros países recebam detentos libertados de Guantanamo. Barack Obama concordou em encontrar o presidente esloveno apenas se a Eslovênia recebesse um prisioneiro. Nosso vizinho do Pacífico, Kiribati, foi oferecido milhões de dólares para receber detentos.

Em sua decisão histórica no caso dos Documentos do Pentágono, a Suprema Corte Americana disse: "Apenas uma imprensa livre e sem amarras pode eficientemente expor fraudes no governo". A tempestade turbulenta em torno do Wikileaks hoje reforça a necessidade de defender o direito de toda a mídia de revelar a verdade.

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